Vernissage das exposições “Pro-Posições” e “O problema sem nome – dialética visual sobre a objetificação da mulher” acontece em 08 de agosto

  1. Campo Grande (MS) – O Centro Cultural José Octávio Guizzo (CCJOG), unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) realizará no dia 8 de agosto (quarta-feira), às 19 horas, a vernissage das exposições selecionadas por edital:  “Pro-Posições” de Ismael Oliveira e da exposição “O problema sem nome – dialética visual sobre a objetificação da mulher” de Gabriel Quartin que acontecerão respectivamente na galeria Wega Nery e na sala Ignês Corrêa da Costa.

A exposição “Pro-Posições” é uma série de trabalhos onde o artista articula sobreposições de formas e figuras derivadas de motivos como a arquitetura, figuras humanas, figuras animais, natureza, enfim, formas orgânicas e geométricas. Componho esses elementos com uma abordagem abstrata criando paisagens e atmosferas onde as figuras ficam em certo estado de suspensão, rompendo com a gravidade, criando flutuações.

 Pro-Posições, termo composto, pode querer significar “ser a favor de assumir novas atitudes”, como também, um trabalho com novas “proposições”. Os trabalhos são pictogramas feitos de gestos espontâneos e aleatórios a partir de memórias visuais de formas orgânicas e inorgânicas compondo o espaço, a cor e a matéria física da pintura. Os trabalhos são desenvolvidos por progressão natural, indo do pequeno ao grande, do lápis ao nanquim, ao guache e depois à pintura sobre tela. Estabelecendo um jogo de aproximações e afastamentos, de contrastes e suavidades, de linhas e superfícies, de gravitações e suspensões, de cores e luzes, de perspectivas, figuras e fundos, de ser e o vir a ser, do espontâneo e do calculado, do treino e do improviso.

“Nesses trabalhos, procuro agir o mais diretamente possível, sem premeditação. Nesta série tenho uma preocupação com a ideia de fazer fluir uma pintura que seja solta, livre e independente de esquemas, transpirando erros, defeitos e vacilos que são próprios da natureza humana, assim procuro assumir o acaso, a coisa que acontece no ato de pintar, tentando gerar um equilíbrio nisso tudo, explica Ismael.

Quanto à exposição “O problema sem nome – dialética visual sobre a objetificação da mulher”  com classificação indicativa de 14 anos de Gabriel Quartin foi inspirada em um dos grandes problemas da sociedade: a aparência, onde é enxergado rótulos, e não pessoas. E junto com isso vem a objetificação da mulher, tendo exemplo suas roupas, se usa saia longa é crente, se usa saia curta é piriguete e se não usa quer causar.

Sendo isso  muito sério, e já tão intrínseco, que a próprias mulheres acabam se objetificando. Uma das causas desse efeito é a propaganda, que usa a mulher na maioria das imagens. A ela foi atribuído o lado da história que sofre, o que não tem vez, o passivo que em relações homoafetivas é comum classificar os homens entre passivo e ativo, sendo passivo o que corresponde a posição da mulher.

“Essa exposição surge para problematizar a partir do Design e levantar a discussão da objetificação do ser humano, com foco nas mulheres, provocando uma reflexão por meio da fotografia de um comportamento social, ainda muito presente e danoso a nossa sociedade, em escala global”, explica Quartin.

ARTISTAS

Ismael Oliveira é artista visual, fotógrafo e cineasta, nascido em São Paulo atua em Artes Visuais a mais de 35 anos. Graduou-se em Engenharia Mecânica, na Escola de Engenharia de São Carlos (USP),  estudou Artes Plásticas e fez  Pós-Graduação em Poéticas Visuais também na Universidade de São Paulo (USP).  Aprimorou os seus conhecimentos em arte e pintura com grandes mestres, como Wesley Duke Lee, Antonio Peticov, Osmar Pinheiro, José Barreto,  Marco Giannotti, Carlos Fajardo,  Tomoshigue Kusuno e António Cabral.

Entre as exposições coletivas realizadas durante a carreira, merece destaque a sua participação na  I Bienal de Brasília;  nas mostras “Olhares Impertinentes”, no Museu de Arte Contemporânea  de  São Paulo e “Homenagem a Ianelli”, no Museu Brasileiro da Escultura, em  São Paulo. Também apresentou seu trabalho em eventos internacionais, como na mostra de arte postal da ORGANITZACIÓ DE LA FIRA MAGICA, em Santa Susanna,  Espanha; na CINE ECO/99 –  Exposição Internacional de ARTE POSTAL, em  Seia,  Portugal; e,  na Exposição Internacional de  ARTE POSTAL , em Barcelona,  Espanha.

As mostras individuais aconteceram  na  AVA Galleria, em Helsinki, Finlândia; 008 Galerii, em   Tallinn, na Estônia; no MuBE, em São Paulo; apresentou instalação em tubos de concreto, pedras e tinta acrílica na exposição Arte Ambiental  “Pirâmide Social”, em Itanhaém (SP); além de ter realizado duas edições de obra à 4 mãos com José Sidney Leandro, em desenho sobre fotografia, no Centro Cultural  Jabaquara, em São Paulo.

Gabriel Quartin começou em 2013 a levar a Fotografia mais a sério, e foi um dos motivos que o fizeram optar pela graduação em Design. No ano seguinte o Instagram o reconheceu como “usuário sugerido”, espécie de “cota exemplo” para a comunidade. No mercado atuou como Designer Gráfico, editor de vídeo e com Marketing Digital, além da própria fotografia.

Serviço: As exposições estarão abertas à visitação até 30 de setembro, de terça a sexta-feira das 8 às 22 horas e sábado das 8 às 18 horas. Mais informações podem ser obtidas no Centro Cultural José Octávio Guizzo, na rua 26 de Agosto, 453, entre a Calógeras e a 14 de Julho ou pelo telefone 3317-1795.